
Cairo inaugura o Grande Museu Egípcio: uma nova era para a história e o turismo
O Grande Museu Egípcio (GEM), situado ao lado das icónicas Pirâmides de Gizé, nos arredores do Cairo, abre oficialmente as suas portas esta sexta-feira, após quase duas décadas de construção. O megaprojeto, considerado o maior museu arqueológico do mundo dedicado a uma única civilização, é inaugurado num dia declarado feriado nacional pelo governo egípcio, simbolizando a importância histórica do evento.
Líderes mundiais presentes na cerimónia
A cerimónia de inauguração contará com a presença de dezenas de líderes e dignitários internacionais, entre eles os reis de Espanha e da Bélgica, os presidentes da Alemanha, Portugal, Croácia, Sérvia, Colômbia e Palestina, bem como os primeiros-ministros da Hungria, Grécia e Países Baixos, segundo informações divulgadas pela presidência do Egito.
Entre os convidados figuram ainda os presidentes do Sudão e da República Democrática do Congo, os primeiros-ministros da Bélgica, Luxemburgo e Uganda, o príncipe do Mónaco, o grão-duque do Luxemburgo, e as rainhas da Jordânia e da Dinamarca.
Relações entre Portugal e o Egito
O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, é um dos chefes de Estado presentes na cerimónia. A ligação diplomática entre Portugal e o Egito tem-se fortalecido nos últimos anos: em 2016, Marcelo recebeu em Lisboa o Presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi numa visita de Estado.
Dois anos depois, em abril de 2018, o chefe de Estado português retribuiu a visita, tendo na altura visitado as Pirâmides de Gizé, o antigo Museu Egípcio do Cairo e o próprio canteiro de obras do Grande Museu Egípcio.
Mais recentemente, em 2022, Marcelo Rebelo de Sousa voltou ao Cairo, durante uma escala a caminho do Qatar.
Um investimento bilionário para o futuro do Egito
O Grande Museu Egípcio representa um dos maiores investimentos culturais da história moderna do país, com um custo estimado de mil milhões de dólares. Ao longo dos anos, a inauguração foi sendo adiada, com aberturas parciais ao público. Agora, o governo egípcio espera que o novo espaço revolucione o turismo e se torne um símbolo nacional de modernidade e identidade.
Com uma área total de cerca de 500 mil metros quadrados, o museu irá acolher mais de 50 mil peças arqueológicas, incluindo a famosa coleção de tesouros do túmulo do faraó Tutancámon, entre os quais se destaca a máscara mortuária em ouro maciço, um dos ícones mais reconhecidos do Egito antigo.
Um novo marco para a cultura mundial
O Grande Museu Egípcio não é apenas um espaço de exposição — é um centro de conhecimento, conservação e inovação cultural, que pretende unir o passado milenar do Egito com o futuro da arqueologia e do turismo global.
A sua inauguração marca o início de uma nova era para o país e para todos os que se fascinavam com os mistérios do Antigo Egito.

